domingo, outubro 31, 2004

Dormir pra fugir...

Tenho um miudo com Sindrome de Pensamento Acelerado. Quando sente que algo não lhe agrada, ferra a dormir. A dormir mesmo. Até ressona. Diz que não quer, apoia a cabeça no braço, e são 30 a 60 segundos até dormir profundamente, até entrar na fase a que chamamos de "Fase REM". Tem 4 anos. Conto-vos isto, porque quantas vezes a nós não nos apetece fazer o mesmo ou algo parecido! A mim apetece. Não sempre, mas de vez em quando, era bom, encostar-me e ferrar a dormir e acordar quando tudo passar. Não sou de fugir dos problemas, eles existem para os enfrentarmos, mas às vezes apetece fugir. Vocês não sentem vontade de fugir, às vezes???Fugir pra carregar baterias??!! Eu sinto. Pra carregar as pilhas!!

quarta-feira, outubro 27, 2004

Sem pilhas

Hoje foi um daqueles dias em que a adrenalina não pára em sinais "stop" e em que as escolhas que se fazem na vida, errando aqui e ali é certo mas sempre tentando fazer o melhor que se consegue em dado momento, parecem alinhar-se em obediência a uma qualquer ordem cósmica. Uma ordem em que embarcámos, de livre vontade, sem saber o rumo final e na qual, por vezes, quando a pressão ou o desânimo são maiores, pensamos não nos encaixar, apenas para nos apercebermos depois que, apesar das alternativas de percurso disponíveis, essa é a que continua a fazer sentido.
A verdade é que também cansa e desgasta, rouba-nos tempo para quem verdadeiramente nos conhece, para quem nos vê por debaixo da "armadura" e esquece-se de si para nos curar as feridas infligidas por outros. Mas continua a ser o único caminho que opto por trilhar, se pretendo ser a pessoa que sou.
No fundo, ao fim de um dia stressante mas cumprido - não digo que não hajam pessoas que tenham maiores preocupações, mas estas são as minhas e só posso falar e escrever daquilo que vivo - , ficamos sem pilhas.
Coincidentemente, ou precisamente por causa disso, antes de começar a escrever este post andava a "passar os olhos" pelos blogs e, ao mesmo tempo, o teclado e o rato sem fios resolveram deixar de funcionar. Ficaram sem pilhas.
Pareceu-me uma enorme semelhança com o meu dia e, da mesma forma como pretendo "tecer" e construir o amanhã, resolvi o problema electrónico: Vasculhei, vasculhei e, na "prata da casa", encontrei novas pilhas, carregadas de energia.
Boa-noite e até amanhã... vou ali recarregar as minhas.

segunda-feira, outubro 25, 2004

Doclisboa

O último domingo foi o dia de arranque de mais uma festa do documentário em Portugal, na iniciativa denominada Doclisboa, que decorre até dia 02. Já estive a olhar para o programa da Culturgest, onde vão ser exibidos os filmes, e fiquei com a "pulga atrás da orelha" para ir assistir a um ou dois, provavelmente no fim-de-semana.
Tenho pena é de não poder ver alguns que são específicos sobre o Alentejo e que são projectados durante esta semana. Quem tiver interesse e maior disponibilidade, aqui ficam os que mostram a nossa terra:
- "Entre duas terras", hoje, às 18:30, pequeno auditório. De Muriel Jaquerod e Eduardo Saraiva Pereira.
"O que sente uma população envelhecida que vê a sua aldeia desaparecer, submersa pelas águas de uma barragem? Como tenta defender a sua identidade no diálogo com os responsáveis da construção da aldeia nova? A história da Aldeia da Luz é aqui contada sob um prisma humano".

- "Olhar por dentro", hoje, às 23H00, grande auditório. De Christine Reeh.
"Débora tem seis anos e é cega desde o nascimento. Mora no Alentejo e não tem acesso a uma educação específica para invisuais. Vive no seu mundo e passa os dias ouvindo música ou inventando histórias fantásticas".

- "No jardim do mundo", terça-feira, 21:00, grande auditório. De Maya Rosa.
"Homens e mulheres, trabalhadores agrícolas, contam a história do seu Alentejo natal. Relembram tempos de miséria, em que sol e poesia eram as suas únicas pertenças. E também falam de hoje...".

As propostas deste Doclisboa, que abordam o mundo num olhar alternativo ao que nos entra diariamente pela casa dentro, são muitas mais. Quem tiver curiosidade pode clicar
aqui.

Mulheres por Encomenda

A televisão, mais propriamente a RTPN, está a passar hoje uma notícia "preocupante" e que acabei agora mesmo de ouvir.
Existe uma localidade na Grécia que, pelos vistos, tem défice de mulheres. Os homens, preocupados e enervados com a situação (não se sabe se por falta de quem limpe a casa ou por necessidades mais "prementes"), pressionaram o autarca local e disseram-lhe que, sim senhor, é muito bom construir estradas mas que sentiam mesmo falta era de mulheres.
E, vai daí, do que é que este imaginativo autarca e respectivos munícipes se lembram? De "importar" algumas exemplares do sexo feminino para "animar a malta", directamente da Ucrânia. O "esquema" está em marcha e até já foi contactado um município ucraniano para "expedir" (quicá em correio azul ou "airmail") algumas damas interessadas em conhecer tão remota localidade grega.
Bem, se a moda pega, cá para os lados do Alentejo, onde o despovoamento é cada vez mais ameaçador...

quinta-feira, outubro 21, 2004

Porque sim!

Não tenho nada de especial, pensado pela minha cabeça para partilhar convosco ou, se calhar, até tenho mas falta-me a disponibilidade emocional para me por, de momento, com grandes elucubrações (bonita palavra, não é? É só para o chOURIÇO não me chatear por causa do português deste blog!) mentais.
Mas queria escrever qualquer coisa sobre o amor e a vida. Não propriamente sobre romance, que foi o tópico de ontem, mas sobre a importância do amor na vida. Porquê? Porque sim, porque é em mim e na minha escrita mais íntima, mesmo que não o deixe (ainda) transparecer para aqui, um tema recorrente. Porque escrevo sobre tudo, noutras circunstâncias, e muito pouco sobre a paixão pela vida e entre as pessoas. É claro que, por vezes, consigo esses momentos de excepção a nível profissional, que valem por uma data de outros textos desprovidos de significado mais puro.
Enfim, já estou a divagar outra vez. O que eu quero colocar aqui, neste post, são as palavras de outra pessoa, de um realizador francês, chamado Claude Lelouche, que andavam escondidas no meu bloco de notas desde há uns dias, quando vi um filme dele em DVD, com o título “And now…Ladies and Gentlemen”, traduzido em português para “Amantes sem Passado”.
É uma história engraçada, sobre duas pessoas com perdas temporárias de memória, que se encontram por acidente e, no vazio do passado, acabam por descobrir o amor que sempre lhes fugiu, ou seja, sentido para a vida. Um filme de pormenores e de algumas frases interessantes.
Aqui ficam, por isso, as frases do realizador. Apenas porque me apetece e porque também penso assim. Espero que vejam o filme, apesar de os grandes sucessos de Lelouche serem anteriores e já terem alguns anos.

“A vida é o sono. O amor é o sonho”.
O que é o amor? São as férias da desconfiança”
“O que é a vida? É uma mistura de géneros. Apenas isso. Não há nenhum ‘género’ que seja a vida. Os meus filmes são filmes que falam da vida. Porque a vida fascina-me, entusiasma-me, espanta-me, porque nunca se fez nada melhor, porque me causa vertigens”.
“Há seis mil milhões de indivíduos na Terra que pensam todos ter o papel principal numa história absolutamente inacreditável. Seis mil milhões de indivíduos que fazem o papel de figurantes na vida deles”.

Olé

Me voy a Sevilla mañana.
Uma viagem breve, com ida e volta no mesmo dia, por razões de trabalho mas, como se trata de Sevilha, uma das minhas cidades preferidas de Espanha, onde vivi uma passagem de ano fantástica (não me lembro já é se foi em 1999 ou em 2000, tenho que confirmar pelas fotos), vão ser certamente também umas horas para me deliciar a alma.
Só tenho pena de nunca lá ter ido durante a Féria de Abril, pois já me disseram que é uma verdadeira festa. É algo a concretizar.
Levo a minha máquina e, se tiver tempo, prometo tirar uns bonecos para publicar aqui e incentivá-los a voltar a Sevilha. Sim, porque não acredito que ninguém de Beja ainda não tenha ido conhecer a cidade das mil e uma pontes.

quarta-feira, outubro 20, 2004

Perder a Blogopaciência

Digam-me cá, é só no meu computador que o Blogger está com vontade de fazer greve ou é uma acção de protesto mais generalizada?
É que não há pachorra para estar meia hora à espera que cada página abra, para escrever um post, para publicá-lo, para voltar à edição e.... por aí fora.
Conclusão, quando estiverem a ler este texto, decidi eu ir dar uma volta para arejar a cabeça e, se o Blogger deixar, talvez passe por aqui mais tarde.

Disponível...

Cada vez sinto mais saudade da tua pele, quando sei que sentes saudade do meu corpo!

Visões diferentes dum sentimento, duas formas diferentes do sentir. Romantismo!
O que enriquece a relação é a diferença entre Ela e Ele. Mulher e Homem.
Mas a pele reveste o corpo! O corpo sem pele não existe. Têm formas diferentes de se expressar mas querem no fundo falar do mesmo!A diferença está no modo como se expressam!
Cada vez é mais importante, daí a fasquia estar mais elevada, o modo e o contexto em que são ditas, mostradas e expressadas as emoções, porque as respostas, adequadas ou não, dependem da forma como o emissor se expõe!
Às vezes, nem é necessário que o receptor sinta algo, porque uma boa circunstância com as palavras e os gestos adequados, fazem milagres!!!Para isso, permito-me concordar, que é preciso inteligência. Mas não só. De que nos vale a inteligência no final dum dia chato de trabalho, ou de uma sucessão de dias assim???
Para ser romântico, para nos permitirmos ser, seja homem ou mulher, é necessário disponibilidade mental. A rotina quotidiana é atroz, e nem sempre nós conseguimos libertar-nos e darmos ao outro e a nós momentos ímpares de pura emoção!Mesmo que ao deitarmo-nos ao lado dele de noite pensemos:"Deveriamos conversar um pouco, apetecia-me contar-lhe uma coisa, preciso de carinho!!... mas ele tá cansado/a e precisa de dormir!...fica para amanhã!". E na maioria dos casos o amanhã não chega!!??
É claro que ela ou ele, inteligentemente, poderia enviar-lhe sms, ou mails durante o dia seguinte. Se tivesse disponibilidade. Senão tivesse, podia cria-la, bem sei, então porque é que na maioria dos casos não o fazem?? Porque têm o outro por seguro!E então acham que não precisam de investir mais. A realidade é que para a maioria, dos homens e mulheres, o romantismo é uma forma de investir na relação, uma vez que está segura, decresce o investimento ao contrário do que deveria ser na realidade!!!
Às vezes não há disponibilidade...não é que não se queira estar com o outro, não é que não se ame, mas há sempre coisas que se interpelam, que se impõem!
A vocês, românticos, continuem a escrever e a fazer sonhar quem vos lê!A vocês e a mim que ainda acredito que ser romântico é muito mais que um "eu amo-te". E que um olhar, e um sorriso são tradutores perfeitos dessa expressão!
A disponibilidade surge e mantem-se enquanto há amor. O amor mantem-se com a inteligência através, entre outras coisas, do romantismo!Serei sempre, para o bem e para o mal, incurávelmente romântica...

Atchiiiim

Uma virose "aparvatada" atacou-me no sábado, depois de voltar da Feira de Castro, e deixou-me de rastos nestes últimos dias, com febre, algumas dores de garganta e do corpo e muita falta de vontade de navegar pela blogosfera ou por onde quer que seja.
Como já me sinto melhor hoje, os velhos vícios estão de regresso, nomeadamente o de assinalar a minha presença por aqui.
O que vale é que a minha Caiadora de Azul continua a animar isto por aqui, com as suas pinceladas. A última foi no romantismo (ou falta dele) dos homens. Um assunto sujeito a muitas interpretações e análises.

Mais de duas linhas sobre romantismo masculino....

Dei por mim hoje a pensar no romantismo dos homens!!
Sempre achei que as mulheres, são infinitamente mais românticas que os homens.
Abro aqui a excepção de alguns casos que conheço.
Mas para a maioria, é "mariquice"!!
Normalmente só o são quando estão na fase primeira duma paixão!!
Aos homens que me leêm, não interpretem mal as minhas palavras!
Bem sei, que apesar de serem poucos, ainda há românticos!
Embora a literatura dê exemplos em contrário, vejamos o Simão e a Teresa do "Amor de Perdição" de Camilo Castelo Branco, o romantismo tem tudo de real.
Muitas pessoas acreditam que para se ser romantico é necessário hiperbolizar as emoções e sentimentos que nutrimos por alguém.
Se me permitem uma caiadela de azul, não acho que seja assim!!
Para mim, ser romântico, é deixar falar o coração. É não ter medo de dar, dizer o que se sente, o que se gosta ou não, falar do que damos importância na outra pessoa!E talvez aqui esteja o problema da maioria dos homens, o de falar! É sabido que as mulheres falam muito mais que os homens, segundo eles, estamos geneticamente programadas para tal, talvez por isso, sejamos mais corajosas e saibamos melhor traduzir por palavras as sensações que o outro nos faz sentir!!A este nível uma mulher entrega-se muito mais que um homem. O problema é que a maioria dos homens não se apercebe do quanto a mulher precisa do romantismo. Do importante que é para ela que ele transmita o que sente por ela, desde dar-lhe um simples elogio, até confidenciar-lhe uma emoção que sente, ou um aspecto do seu amor por ela!!
Aos homens que me leêm, pensem que é importante, em muitas relações, esta é a chave. Falar.
Antigamente, é que se dizia, que às mulheres não se deve dizer o que se sente por elas, porque abusam e depois desprezam-nos!!Convido-vos a fazer um teste...tentem dizer às vossas mulheres, namoradas, companheiras (o que lhes quiserem chamar), aquilo que sentem por elas, ou como se sentem quando estão com elas, e depois vejam o resultado!
Vão ver que vai valer a pena!

terça-feira, outubro 19, 2004

Mudanças...

Sabem o que é verdadeiramente interessante em qualquer processo de mudança??
Duas coisas essenciais:

1ª - É um processo interminável durante a nossa vida!
2ª - Somos totalmente livres de escolher o que mudamos e como mudamos!

São as mudanças que nos fazem sentir vivos, quer gostemos delas ou não!!

domingo, outubro 17, 2004

"Como foi o teu dia hoje??"

Pergunta ela no fim do dia quando ele chega a casa e ela está atarefada a dar fim a algumas tarefas domésticas que são importantes para a harmonia do lar. Ela trabalhou o dia todo.
Ele responde: "Passou-se. Tive uma reunião de manhã. Assinei uns papeis, atendi uns clientes. Fui almoçar com o Zé. E tive metido o resto do dia no gabinete. E tu, como foi o teu?"
Ela sem olhar pra ele, porque a roupa repassada não se arruma sózinha, diz-lhe que teve uma manhã calma de aulas, as turmas são as melhores. Veio almoçar uma sandes e um copo de leite a casa porque de tarde tinha de dar teste ao 7ºano.

Esta conversa repete-se todos os dias em milhares de lares!
Muda o conteúdo mas a essência permanece. Mudam as profissões mas o erro é o mesmo.
Procurem analisar o que escrevi. Leiam novamente.
Repararam que o que cada um disse não foi nada mais nada menos que os pontos da agenda!
Dá a sensação que cada um abriu a agenda no dia do mês em questão e leu o que fez.
A questão aqui, prende-se com o título do post!
Quando se pergunta "Como foi o teu dia hoje?", pretende-se ouvir o quê??!!!
Eu, e só posso falar por mim, quando no final do dia pergunto a alguém como correu o seu dia, quero ouvir o que sentiu. Do que gostou. Se fez algo que o/a fizesse sentir bem.
O que o/a aborreceu. Mas no final do dia, fazer este "relatório psicológico" é bem mais díficil que dizer os pontos da agenda!!!Será dificil porquê??
Porque não temos paciência, ou porque não estamos suficientemente atentos a nós próprios para sabermos o que sentimos??!!Normalmente é preciso acontecer algo verdadeiramente relevante para que no relatorio diário haja lugar para uma confidência emocional!!
Percebo que é dificil falar do que sentimos, no final de um dia. Mas deveriamos fazê-lo. Porque só temos vantagens!!Partilhamos sentimentos e emoções e com isso fortalecemos laços, sem deixar de mencionar todos os pontos da agenda.
Neste caso pra falar dos sentimentos, temos que falar das situações e dos intervenientes!!
Se formos expremer a conversa de escrevi acima, entre o casal, vamos ver que não sai sumo, não sai conteúdo, é assim que se criam distancias, é assim que se afastam as pessoas, dia após dia...

Não deixem que isso aconteça convosco!!!

sexta-feira, outubro 15, 2004

Voltei!!

Já repararam a quantidade de vezes que falamos dos outros e na realidade estamos a falar de nós.
É dificil falar na primeira pessoa do singular.
Quantas vezes não conversamos sobre a vida, na sua generalidade, a contar episódios alheios, para através dos outros falarmos de nós! Da nossa vida. Da nossa estória.
Dizer, "eu sinto que" ou "eu também me sinto assim", não é fácil. Na maioria dos casos que contamos entre um café e um cigarro, colocamos a nossa afectividade e as nossas projecções nas observações e comentários que fazemos. Falamos de nós quando falamos dos outros.
É uma forma de protegermos a nossa intimidade, de nos guardarmos.
Importante, mesmo importante, é que haja sempre alguém com quem começemos as frases por "Eu", sem ter medo de saber se no final da frase estamos a rir ou a chorar. Alguém que nos dá essa segurança.
Quando temos nas nossas vidas alguém com quem podemos admitir as nossas fraquezas sem medo de ser magoada(o), é sinal que conseguimos muito, quase tudo, que nos permite ser feliz. Conseguimos o refugio, o porto de abrigo, o farol e o horizonte!Conseguimos um amigo!

terça-feira, outubro 12, 2004

Sofás para ler



Continuo com pouco tempo para escrever aqui e, por isso, insisto nos meus devaneios com as imagens.
Esta é só para lhes fazer inveja e mostrar uma prenda que a minha marca de sofás me enviou, um dia destes. Isto de ter sofás que incentivam à leitura, ainda para mais à poesia da Sophia, não é para qualquer um, não senhor...
Não refiro a marca para não me acusarem de fazer publicidade, mas que foi uma delícia receber este "tesouro", isso foi.
Já apetece relê-lo, enrolada numa mantinha, no sofá da sala. Só é pena ainda não estar tempo de lareira...

Impulsos


Isto é só um desabafo: Porra da moça que é impulsiva!!!

segunda-feira, outubro 11, 2004

Corrupio



Hoje ando assim, a mil à hora, cheia de trabalho, e prestes a explodir por não conseguir apanhar alguém ao telefone. Isto há dias em que o corrupio dá a volta à cabeça a qualquer um.
Não tenho tempo para escrever mais nada. Tenho de voltar a centrar atenções no telefone.
Até logo.

domingo, outubro 10, 2004

Oh, p'ra mim


Lá vou estar. mais uma vez... Posted by Hello

Os bilhetes, tal como tinha prometido, já cá cantam, apesar de, desta vez, terem sido mais "carotes". Agora, mesmo sem precisar, toca de voltar a colocar o CD no leitor do carro para ir recordando as canções. Partilho uma das minhas preferidas com vocês, a ver se os convenço a ir também ao concerto. E este poema é só uma (pequena) amostra do que o CD tem para oferecer, em termos de letras, música e músicos e voz. Ao fim de, aproximadamente, um ano de o ter comprado, continuo a ouvi-lo como no primeiro dia. É essa a magia da boa música.

"Cupido" - Cláudio Lins

Eu vi quando você me viu
Seus olhos pousaram nos meus
Num arrepio sutil

Eu vi, pois é, eu reparei
Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar

Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu

Eu vi quando você me viu
Seus olhos buscaram nos meus
O mesmo pecado febril

Eu vi, pois é, eu reparei
Você me tirou todo o ar
Pra eu que pudesse respirar
Eu sei que ninguém percebeu
Foi só você e eu

Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu

Ficou só você e eu
Quando você me viu.


Contraditório

Sem pretender abordar a fundo o caso "Marcelo", não só porque dava pano para mangas mas também (e desculpem-me lá!!) acho que é um "precedente" com implicações demais para ser tratado neste espaço, quero apenas chamar a atenção para uma prosa que, logo de manhã cedinho, me levou a exclamar: "Até que enfim, alguém põe os pontos nos iis!".
O dito texto é escrito por Joaquim Furtado e publicado na edição de hoje do jornal "Público", na coluna destinada a esse mesmo provedor do leitor. Ainda tentei ver se o jornal online dava acesso à coluna deste domingo, para a linkar, mas infelizmente são escolhidos outros artigos de "OPINIÃO".
E é precisamente aqui que reside o busílis da questão, que tem sido pouco abordado e esclarecido.
Como todos os leitores de jornais, espectadores de televisão e ouvintes de rádio, neste autêntico "bombardeamento" da última semana sobre o caso "Marcelo", tenho acompanhado o que tem sido dito, ouvindo a indignação da oposição, os "puxões de orelhas" do presidente, a defesa da honra e explicações do executivo, as análises dos "especialistas" e o silêncio (e ai, se é audível) de Marcelo Rebelo de Sousa.
Sem querer aprofundar a minha "OPINIÃO" sobre o assunto, volto a dizer que aqui é que está o busílis da questão. Então, não querem lá ver, que os jornalistas acabaram de descobrir que o dicionário de Língua Portuguesa tem um termo denominado "CONTRADITÓRIO"?? E ninguém os tinha ainda avisado?? E quando é que se deve respeitar? E as regras são as mesmas para quem tem carteira profissional de jornalista e para quem esceve artigos de "OPINIÃO", um género jornalístico diferente de fazer uma notícia ou uma reportagem?
O código deontológico dos jornalistas dá as respostas mas Joaquim Furtado, baseado nesse mesmo código (que me recuso a classificar, no que a Portugal respeita, porque isso é outra história), não se fica atrás e tece algumas considerações sobre o que ou quem será o "CONTRADITÓRIO" nos artigos, colunas ou espaços televisivos de "OPINIÃO".
Será que o contraditório, no que a Marcelo Rebelo de Sousa respeita, é para ser exercido por um colega de partido, um membro de um governo do mesmo partido, a oposição (só o PS ou dando espaço de antena também ao PCP e ao BE? Todos com o mesmo tempo de TV e linhas de jornal ou consoante a representatividade eleitoral?), as pessoas que não gostam de ver o seu livro citado na TVI? Quem?
Enfim, uma prosa a ler por quem quer que esteja interessado. Para uns, poderá "iluminar" toda esta questão, enquanto que, para outros, poderá estar a subvertê-la. Formas "CONTRADITÓRIAS" de olhar para o mesmo assunto, que não é tão linear assim. Um pouco como a OPINIÃO...

sexta-feira, outubro 08, 2004

Mafalda


Imagem "emprestada" do site Club Cultura
Fiquei a saber esta semana, através dos pais babados, que a minha cara-metade e eu vamos ser tios de uma menina linda, de narizinho empinado (pelo menos foi o que se viu na ecografia), chamada Mafalda.
Já tinhamos sido informados pelos respectivos pais de que o rebento estava a chegar mas, talvez por timidez ou teimosia, a menina ainda não tinha deixado ver que seria menina... estão a perceber, não é? No início da semana, coincidindo praticamente com o 40º aniversário da célebre Mafalda do Quino (que fez anos a 29 de Setembro), é que descobrimos que é uma Mafalda que vai vir ao mundo.
O nome é lindo, a gravidez está a deixar a mãe extasiada (apesar dos pontapés), o pai nas nuvens, os avós encantados e os tios super felizes. E, para minha alegria, o bebé deve nascer... imaginem, no final de Janeiro ou início de Fevereiro! Vai ser Aquário, por isso, os astros já estão do seu lado! Quem é que eu conheço que também é desse signo? Agora de repente não me consigo lembrar...
Sei que, de quando em vez, os pais me vêm espreitar à blogosfera, daí que este post, a tira da Mafalda e a explicação das características da "personagem" criada por Quino é, especialmente, para eles. Beijos grandes destes "alentejanos".


Características relatadas pelo Club Cultura : "Sus comentarios y ocurrencias son el reflejo de las inquietudes sociales y políticas de los 60. Hija de una típica familia de clase media argentina, Mafalda representa el inconformismo de la humanidad, pero con fe en su generación. Sus odios, más nítidos abarcan la injusticia, la guerra, las armas nucleares, el racismo, las absurdas convenciones de los adultos y la sopa. Entre sus pasiones figuran los Beatles, la paz, los derechos humanos y la democracia".
E ainda: "Mafalda es muy curiosa y nunca le faltan preguntas para sus abnegados padres. Se preocupa por la situación mundial, por lo que está constantemente actualizándose a través de la radio. Espera cursar una carrera universitaria, y ser alguien en la vida. Critica duramente a su madre y a su padre, porque muchas veces son conformistas".


Também do Club Cultura

PS: Não é meu costume alterar posts mas, desta vez, como estava muito carregado de imagens, resolvi tirar algumas, abrindo assim uma excepção. Obrigado pelos comentários.

Alentejo em fotografia!

Ontem vi várias fotografias, saidas dos "cliks" de algumas pessoas que conheço e outras que tive o prazer de conhecer ontem!
As fotografias falam de afectividade. São afectos que os fotógrafos fazem o favor de partilhar connosco!Numa imagem está presente a sensibilidade. E nalgumas adivinhamos os cheiros, o sol a queimar, o vento a bulir e sentimos em nós a cultura que nos dá raíz, que nos é mãe!
Sete olhares diferentes do Alentejo!Gostei muito. Vou voltar para ver melhor, com mais calma. Porque vale mesmo a pena.
Parabéns!!

Insónia = Fim do Silêncio

Pois é, pelos vistos, não há melhor remédio para acabar com o silêncio que tem marcado, nos últimos dias, a minha vida bloguística do que uma noite de insónia.
Neste período, não deixei de vaguear pela net e pelos blogs, com interesse, mas fui parca em comentários e uma nulidade em posts porque não me apetecia escrever. Pura e simplesmente. O que não equivale a que não tenha querido ou sentido tentada... pelo contrário, elaborei mentalmente vários posts por dia mas, na altura de os traduzir em algo concreto, perdia a coragem e a vontade.
Bastou estar para ali, na minha caminha, a rebolar-me há horas sem conseguir dormir para, num acesso de lucidez, o que não implica conteúdo, vir aqui deixar estas explicações.
Verdade seja feita, a conversa que tive, quinta-feira, com uma pessoa também ajudou ao desbloqueio mental, ou emocional, conforme a perspectiva mais racional ou sentimental que se tenha. Ajudou não, foi condição essencial para que as palavras tenham voltado a fluir.
Assim sendo, ainda bem que estou para aqui com uma insónia brutal, que me permitiu retomar a actividade e voltar a "caiar" o monte. E, bolas, esta casa tem paredes que nunca mais acabam...
Agora, desculpem-me, mas vou voltar ao aconchego da cama para continuar a não dormir!!!

domingo, outubro 03, 2004

Entre as margens...

Fui à ponte do Guadiana. Parei no tabuleiro, saí e debruçei-me na grade. Fechei os olhos e respirei fundo. Deixei que o ar percorresse o mais profundo de mim.
Concentrei-me no som do rio.Na água que passa sem cessar, como o tempo.
Fiquei ali, parada, a sentir o vento como Deus, que sentimos e não vemos!Fiquei ali, a alimentar-me de mim, da vida, da natureza, do mundo. Não passou nenhum carro na ponte. Estava eu.
A última vez que lá tinha ido, fui acompanhada. Foi impossivel não agudizar a saudade.
É muito melhor ir ao Guadiana contigo!

sexta-feira, outubro 01, 2004

Um chá e um bolo da amassadura...

Faço-o quase todos os dias. Ao final da tarde vou ao Carmo Velho. Sim, leram bem, ao Carmo Velho. Ali vive outra cidade. O "lado lunar" de Beja. Vou lá comprar pão quente. É sem dúvida o melhor pão que se faz em Beja!E os "panitos" com linguiça, nem vos conto!!Hoje voltei à minha infância e comprei dois bolos da amassadura que me estavam a "cheirar na venta", é para o chá, que ando a beber sózinha.
Gosto de ir ali, sou sempre recebida por alguém a sorrir, que está visivelmente cansado ou cansada (conforme) de trabalhar, mas tratam-nos como se fossemos da familia.
Aliás, acho que esse sentimento paira um pouco por todo o bairro. Percebo que não são só as pessoas que marginalizam o Carmo Velho, mas os proprios habitantes fazem isso com o resto da cidade. Criaram um ambiente só deles. Penetrável q.b. . Mas não hostis. Creio que gostam de viver ali. Convivem. Fazem serão na rua, como nas aldeias. Conheçem as vidas de cada um, para bem e para o mal. Os problemas ali não são novidade. As soluções é que são dificeis de se implementar!
Vou continuar a ir lá comprar pão, e esta noite com o meu chá, vou deliciar-me com um bolo da amassadura!

Maledicência...

Compreendo, sociologica e psicologicamente, a necessidade das pessoas em falar da vida alheia. Mas não percebo, o porquê de dizerem mal quando o fazem! Que ganham com isso? É incrivel como há verdadeiros julgamentos públicos, nos cafés, nos autocarros, nas Portas de Mértola e em outros sítios da nossa cidade.
É incrivel como todas aquelas pessoas falam sem saber!!Parece que a maldicência lhes é intrinseca!!Eis um fenomeno a estudar. Já me ocorreu que seria esta a maneira de manter os preconceitos e as boas regras de conduta da sociedade. Mas na realidade quase ninguém cumpre essas mesmas regras! Às vezes até é divertido, ouvi-los (as) a criticar os outros e saber perfeitamente o que têm em casa!!!
Bem sei que há pessoas assim em qualquer lugar, mas em Beja parece-me que é demais!
Espero que seja só impressão minha...