quarta-feira, novembro 24, 2004

Escolasticamente....

É mais fácil culpar os outros por os nossos erros, que admitirmos que estamos errados! Até aqui não há novidade!!Mas como é que mudamos a situação, se a quisermos mudar, é claro!?
Neste caso meus amigos, é mais fácil mudarmo-nos a nós próprios que tentar (apenas tentar) mudar os outros!!
Conclusão: Não somos menos por errarmos, não ficamos diminuidos nem rebaixados, enquanto não sentirmos que admitir um erro e tentar mudar é sinal de crescimento, de evolução e nobreza não saimos "da cepa torta", passamos a vida a perder o nosso tempo a culpar os outros, porque teimamos em não nos olharmos ao espelho pra ver quem somos!!

sábado, novembro 20, 2004

Duas vezes por dia....

"Até um relógio parado tem razão duas vezes por dia!"

Diz um professor meu.É só uma das frases que ele diz e que registo no caderno.
Como tantas outras! Esta é uma frase de muitos contextos,tantos como as razões.Como os sentimentos. Vale sempre a pena ver todos os lados,ouvir todos os argumentos, mesmo que a nossa opinião nos pareça a melhor, a mais coerente e a mais lógica!
Mas nem sempre a melhor razão é a mais lógica. Normalmente as razões do coração são aquelas que não precisam de lógica nenhuma, porque não a têm...Perceberam alguma coisa desta conversa?? Bem, deixem lá...eu percebi, se vocês também, tanto melhor!!
Seja como for, seja quais forem as razões, há sempre mais que uma, e convem sabê-las todas!!

O monte não está abandonado!!

As caiadoras, pararam por uns dias. A vida assim o quis.
O trabalho não permitiu vir postar qualquer sentimento.
Acho que já temos demasiados montes abandonados para este nosso/vosso ser mais um deles!Podemos caiar com menos frequência mas sempre caiamos qualquer coisinha!

domingo, novembro 07, 2004


Há dias em que nos sentimos assim!! Posted by Hello

quinta-feira, novembro 04, 2004

Insustentável leveza de saber viver...

Pedro Paixão, e um dos seus livros chamou-lhe "Viver todos os dias cansa!". Quanto mais tempo passa, mais sinto que viver é uma arte, para a qual, como em tudo na vida há uns mais dotados que outros. Mas às vezes, é insustentável a vida que se leva, tudo para que no fim seja mais o que se leva da vida doque propriamente a vida que se leva.
Hoje foi um dia complicado, menos bom. Amanhã será diferente. O hoje já passou, já fez o estrago que tinha de fazer. Mas estou bem, recupero depressa, com a idade vamos ficando imunes a tanta coisa!Ainda bem.Vou dormir.
Até amanhã!

quarta-feira, novembro 03, 2004

Americanices

Bush

254 Electoral Votes
VOTE % 51%

VOTE 58,072,438

Kerry

252 Electoral Votes
VOTE % 48%
VOTE 54,522,984

Resultados retirados da CNN

Faltam apurar resultados em três estados, segundo a CNN, mas já se está a ver o que é que vai dar, não é? Não tenho paciência para ir verificar se os três estados votam maioritariamente nos Republicanos mas, enfim... São americanices e basta.

Pela janela do comboio...

O comboio percorre a sua linha e leva-me de volta à proveniência, é a direito, ao contrário da linha de pensamento que levo. Está frio de fora da janela, o céu quer chorar mas os últimos raios de Sol veêm acalma-lo e no laranja do final de dia, o céu reconcilia-se, consola-se com a sua vida e já não chora!Guarda-se e preserva-se, apesar de sentir que as lágrimas que não chorou, não podem ficar acumuladas, sob perigo de paralisarem o coração, "como calcário nas engrenagens duma máquina de lavar"!! Chorará mais tarde, à noitinha, sózinho, quando o Sol tiver a dormir e já não embelezar o horizonte com a sua luz. Todos nós temos um bocadinho de céu....

Pensamentos para os Botões

Nem sempre o que é mais importante é o que salta à vista. Há algumas coisas que guardamos só para nós.

terça-feira, novembro 02, 2004

Navegar


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Esta noite, vou navegar, não necessariamente à bolina, pela blogosfera, para visitar com calma recantos alentejanos e do País, para descobrir outros que me têm passado ao lado, para saborear as palavras escritas neste "bloco de notas" dos tempos modernos.
É precisamente esta uma das vertentes que mais procuro nos blogs. É a que me motiva.
O espicaçar, por vezes nada virtual, de uma reacção, quer esta venha em forma de concordância quer de discordância, quer implique o reviver de uma emoção que também nós já sentimos na nossa vida quer nos leve a exclamar: "Ora bolas, nunca senti nada assim!".
Na minha opinião, este intercâmbio ou partilha é uma das virtualidades deste mundo. À distância do clique do rato, podemos descobrir alguém, tanto dá que viva na rua vizinha como do outro lado do mundo, que também ri ou chora, que tem problemas e vive inquieto, que quer intervir e ter uma palavra a dizer sobre algo, que ama e odeia, que vive, que pensa. E, esta é velha como tudo mas é uma verdade inabalável, se pensa, logo existe.

Tal como nós próprios, nem que seja através dos blogs, redescobre-se ou aprende algo novo sobre si mesmo todos os dias.
Isso tem acontecido comigo e é por isso que por cá continuo, embora nesta "casa" a aventura ainda seja recente. Espero solidificar relações. A mais importante de todas, é comigo mesma.

Passeios



Podem chamar-me maluca mas a minha época preferida do ano para ir à praia é esta, quando nos podemos sentar na areia, sem ninguém nos incomodar, embrulhados em casacos quentinhos, e sentir os salpicos das ondas na cara, ao mesmo tempo que as gaivotas tomam conta do areal e apenas se avista, aqui ou ali, um ou outro pescador no horizonte.
E, neste caso específico, um peixe no azul do céu.

Foi assim o meu feriado de segunda-feira. Um passeio ao litoral, nas calmas e com um tempo de fazer inveja, para desfrutar de uma massada de peixe (ai se era boa!!!) e olhar o mar, que eu gostaria que tivesse estado mais revolto.
Depois, a tarde ocupada com uma ida ao campo, para ver como estão a sarar as feridas provocadas pelas chamas dos últimos dois verões, e o regresso a Beja, para o conforto de um banho bem quente e da lareira. Em poucas palavras, este foi um dia de Outono/Inverno ideal.

É claro que, hoje, custou voltar à rotina do trabalho, enquadrada entre quatro paredes...



segunda-feira, novembro 01, 2004

Oferta

"O que tenho para te dar? Uma gramática de sentimentos,
verbos sem o complemento de uma vida, os substantivos
mais pobres de um vocabulário íntimo - o amor, o desejo,
a ausência. Que frase construiremos com tão pouco? A
que léxico da paciência iremos roubar o que nos falta?

Então, ofereço-te uma outra casa. As paredes têm a
consistência do verso; o tecto, o peso de uma estrofe.
Abro-te as suas portas; e o sol entra pela janela de
uma sílaba, com o seu fogo vocálico, como se uma
palavra pudesse aquecer o frio que te envolve.

E pergunto-te: que outras palavras queres? A música
sonora de um ócio? O espesso manto com que o veludo
se escreve? O fundo luminoso do azul? Poderia dar-te
todas as palavras na caixa do poema; ou emprestar-te
o canto efémero em que se escondem do mundo.

Mas não é isso que me pedes. E a vida que pulsa
por entre advérbios e adjectivos esfuma-se depressa,
quando procuramos seguir a linha do verso. O que fica?,
perguntas-me. Um encontro no canto da memória. Risos,
lágrimas, o terno murmúrio da noite. Nada, e tudo."


"Oferta", de Nuno Júdice, in "O Estado dos Campos"

Andava a cobiçá-lo há uns tempos e, agora, já me chegou às mãos, sob a forma de oferta. Um livro que se "bebe" como se do mais puro néctar se tratasse e que, mesmo antes de ser meu, quando ainda só o podia folhear ocasionalmente, já tinha lugar vitalício na minha mesa de cabeceira.
Mas querem saber o melhor deste livro? Só há uma pessoa que vai compreender, em toda a sua plenitude, aquilo que vou dizer mas, mesmo assim, não posso calar esta frase: A dedicatória.

Jogar Conversa Fora

A vida, dizem que a de adulto, muitas vezes não se compadece com a nossa necessidade de jogar conversa fora. De termos momentos para nos esquecermos de tudo o que nos rodeia e nos centrarmos nos outros e/ou em nós próprios.
Há sempre algo em agenda ou alguém que nos telefona, qualquer coisa que ainda nos falta fazer ou surge de repente e carece resolução, um compromisso que impede o silêncio de nos bater à porta, para que nos fechemos nos nossos pensamentos, ou, no oposto, que afasta a disponibilidade ou a paciência (ou mesmo o gosto) para rirmos com os outros. Para rirmos do nada. Se é que se pode chamar nada ao arrancar de um sorriso. E, quem diz rir, diz também chorar. Não me atrevo a dizer novamente do nada.
Hoje dediquei esse dia ao que fica sempre para trás. O silêncio preencheu-me durante a manhã e a tarde dediquei-a à conversa jogada fora, ou melhor, à conversa que se joga para fora, para os outros e entre todos, mas que nos entra em todos os poros. Palavras que nos fazem rir e que nos fazem chorar. Nem que seja para dentro.
Como não podia deixar de ser, a noite não foi diferente. Regado a bom vinho (para a próxima a avaria tem de ser maior!!) e condimentado com um jantar a quatro mãos, o serão foi memorável e terminou com o filme "As Horas".
E serviu para relembrar algo muito importante. É que, na verdade, independentemente, das horas que temos ocupadas, com as mais variadas coisas da vida, esta só é vivida se deixarmos espaço para as horas que nem sentimos passar. Para aquelas que, muitas vezes, ficam relegadas para um plano inferior, mas que, afinal, são as mais enriquecedoras.
Nada disto é novidade, mas os "post-it" mentais nunca são demais. E, olhem, que isto não é jogar conversa fora...